terça-feira, 12 de maio de 2015






NUIT
Raul Seixas.




 Eu, eu ando de passo leve pra não acordar o dia
Sou da noite a companheira mais fiel qu'ela queria!
Yeah, yeah,yeah, yeah!
Amo a guerra, adoro o fogo
Elemento natural do jogo, senhores:
Jamais me revelarei! Jamais me revelarei!
Eu, eu ando de passo leve pra não acordar o dia
Sou da noite a companheira mais fiel qu'ela queria!
Yeah, yeah,yeah, yeah!
E quão longa é a noite. A noite eterna do tempo
Se comparado ao curto sonho da vida
Chega enfeitando de azul a grande amante dos homens
Guardando do sol, seu beijo incomum..... ah!
Seja bom ou o que não presta
Acendo as luzes para nossa festa, senhores: 


Eu sou o mistério do sol! Eu sou o mistério do sol!
Eu, eu ando de passo leve pra não acordar o dia
Sou da noite a companheira mais fiel qu'ela queria!
Yeah, yeah,yeah, yeah!
Mas é com o sol que eu divido toda a minha energia
Eu sou a noite do tempo. Ele é o dia da vida
Ele é a luz que não morre quando chego e anoiteço
O sol dos dois horizontes a mais perfeita harmonia.....
Eu, eu ando de passo leve pra não acordar o dia.






sábado, 8 de fevereiro de 2014

Adoração Solar-Fálica: como e porquê adorar o deus...




By Anarco-Thelemita

   Você pode mudar de roupa, você pode mudar de penteado. Você pode mudar de opinião política e pode até mudar de religião. Mas algumas coisas você não pode mudar. Uma delas é que o o Sol é a verdadeira fonte de vida no planeta Terra. Toda sua abundância de beleza e esplendor da natureza são apenas uma pequena poça de vida, uma "breve pétala solta na Rosa do Céu" do astro rei. É o Sol que fecunda nosso globo, e é ele que quando chegar a hora nos consumirá. Não é a toa que ele foi adorado de uma forma ou de outra por virtualmente todos os povos sob nosso céu. Allah é invisível, Athenas é fugidia, mas o Sol está lá. E só colocar a cabeça para fora da janela que você verá seu corpo luminoso ardendo em milhões de megatons de divindade inescapável. Assim, é inegável que no Macrocosmo o Sol seja Deus.

No Microcosmo, ou seja no indivíduo, o equivalente ao Sol é o o Phallus. Note que o Phallus não é a mesma coisa que um pênis. Um Phallus é um pênis ereto, que precisa e depende portanto do seu objeto de desejo. Sem a contraparte feminina não há ereção, não há Phallus. E podemos dizer que o Phallus é, assim como o Sol, é o doador de Luz e Vida, e assim podemos insinuar que é também Liberdade e Amor. (Light, Life, Liberty, Love)

Teólogos e sacerdotes tem garantido seus empregos discutindo os deuses e os anjos. Mas é fácil provar para qualquer um que o Sol é efetivamente a Fonte de Vida e Luz, que o Phallus é realmente PANGENETOR. Entender isso é importante poque está é a verdade velada por trás de todas as religiões e todos os mistérios da antiguidade. O Phallus-Sol está por trás de toda tradição, fábula e mitologia. Está nas catedrais góticas e nos ritos da Maçonaria. Esta na missa católica e nos escritos alquímicos.  Com esse entendimento, os rituais caldeus se tornam inteligíveis e a cabala passa a fazer sentido. Sem ela, tudo é apenas o mistério que justifica a zombaria dos ignorantes.

Tirando a roupa dos deuses


Neste nosso glossário não teremos espaço para deuses tribais e divindades regionais de pouca importância como Jeová. Trataremos apenas do alto escalão. Num artigo anterior tornei claro parte deste mistério relacionada aos Fluídos Sexuais, o A, B e C. Neste novo artigo, esclarecerei o restante do alfabeto. Eu poderia escrever um texto didático, mas vou fazer melhor do que isso. Aqui está, dicionário final para que você possa entender toda simbologia alquímica de uma vez por todas. Prepare seu charuto Dr. Freud. Eis os seus deuses:


1. Fogo - Sol: Phallus
2. Água - Lua: Kteis (Vagina)
3. Montanha, Lar dos Deuses - 'Olimpo': local onde nasce o Sol. Também sua morada e complemento (Casa do Caralho)
4. Ancestrais: Encarnações do Phallus.
5. Serpente: Espermatozóide - Sêmem
6. Leão, animais poderosos: indica o forte poder do Esperma e raios de sol.
7. Ovo, Águia ou criaturas aladas: veículos da energia Fálica.
8. Árvore, Frutas: Phallus florescendo, crescendo.
9. Estrelas: Estrelas são também Sois.

Com este pequeno breviário você será capaz agora de descortinar a morada dos deuses. Em Thelema por exemplo Nuit é a o céu estrelado, portanto a mais sagrada de todas as coisas existentes. Hadit é a energia da vida, cujas vestes é o Phallus. O filho de Hadit e Nuit é Ra-Hoor-Khuit, o Sol-Phallus da terra. Se você não entendeu tudo, não se preocupe, medite. Na Figura de Baphomet e Babalon há uma Porção do Céu e Terra.

Mas além da Thelema, todos os outros deuses podem ser despidos pela lista acima pois são uma síntese do Sol Microcósmico. Por exemplo, as Deuses do Milho do México são referências a germinação (item 8), assim como os deuses do vinho como o romano Baco, que remetem a uva. A Sarsa ardente de Moisés é a manifestação do "fogo" solar (item 1). A pomba durante o batismo de Jesus (item 2 e 7). O nascimento miraculoso do Imam Ali dentro da Caaba (item3), etc...



Há assim realmente um só Deus. No Macrocosmos Seu nome é o Sol, e no Microcosmos o Phallus. Há quem remova as dificuldades a não ser Deus? Louvado seja Deus! Ele é Deus! Todos são Seus servos e todos aquiescem ao Seu mandamento! Deus é suficiente para todas as coisas, acima de todas as coisas, e nada nos céus ou na terra, a não ser Deus, é suficiente. Ele é verdadeiramente Onipotente, Onisciênte e Onipresente, Luz, Amor, Vida e Liberdade, Primeiro e ùltimo, Eterno Uno. A mais breve ilusão de ausência tanto do Sol quando do Phalus é o bastante para levar ao suicídio. Mas aqueles que tiveram sua consciência iluminada por eles entenderão também que esta Verdade que não deve, de modo algum, ser compartilhada por aqueles que não a querem. Esta é a razão dos mitos e simbolos. Toda tentativa de revelar isso ao profano resultará em mais profanação.


Deuses de barro

Há algo mais adorável que um Deus que faz os homens? Há algo mais abominavel do que um homem que faz deuses? Ou seja que criam falsos deuses e ídolos segundo sua própria vã imaginação? Estes deuses de barro servem apenas para confundir o povo e prosperar sociedades que onde os sacerdotes exploram a todos.  Compare por exemplo o Cristo das igrejas evangélicas o Cristo dos pais do gnosticismo. O primeiro é como um robô de fraude e opressão enquanto o segundo é uma síntese em estado de arte dos principais deuses guerreiros da Síria, Grécia, Caldéia, Roma e Egito como Mitras, Adonis, Attis, Osíris, Dionísio, Isis, Astarte, Vênus e possívelmente muitos outros. O Cristo dos evangélicos é um pobre garoto propaganda enquanto que o Cristo Gnóstico é uma obra prima em termos de design divinal.

Esta grande síntese ocorreu em um momento em que o Império Romano tornou viável o intercâmbio entre diversas expressões religiosas por todo seu território. Enquanto o Deus Sol-Fálico foi arquitetado na magestosa forma de Cristo, os deuses locais foram substituídos por santos, virgens, mártires ou anjos,  em geral sempre com as mesmas características principais.  O resultado final é uma grande síntese realmente admirável, mas alguns séculos depois, dentro do contexto da Franco-Maçonaria essa síntese foi feita com uma precisão e habilidade ainda maior. Ocorreu que os Templários e Cruzados encontraram-se com os exércitos de Saladino e com isso obtiveram um segredo chamado Baphomet, que é uma síntese ainda mais poderosa do que Cristo.

Sendo que todas as formas de culto ou são símbolos ou deturpações da adoração Solar. Seguem agora três formas pelas quais essa adoração pode ser feita explicitamente para aqueles que sentem-se chamados a uma vida verdadeiramente religiosa:



Adoração Solar

A Adoração Solar é feita quatrro vezes ao dia, acompanhado a viajem de Deus sobre os céus. Uma mesma invocação pode ser usada nestas quatro vezes:

Nascer do Sol. Voltado para o leste dizemos: "Saudações a Ti que és Ra em Tua ascensão, sempre a Ti que és Ra em Tua força, que viajaste sobre os Céus em Teu barco ao alvorecer do Sol. Tahuti erguido em Seu esplendor na proa, e Ra-Hoor permanece no leme. Saudações à Ti, da Morada do Noite! "
Meio Dia. Voltado para o sul dizemos: "Saudações a Ti que és Ahathoor em Teu triunfo, sempre a Ti que és Ahathoor em Tua beleza, que viajaste sobre os Céus em Teu barco ao meio-curso do Sol. Tahuti erguido em Seu esplendor na proa, e Ra-Hoor permanece no leme. Saudações à Ti, da Morada da Manhã! "
Pôr do Sol. Voltado para o oeste dizemos: "Saudações a Ti que és Tum em Teu crepúsculo, sempre a Ti que és Tum em Tua alegria, que viajaste sobre os Céus em Teu barco a Meia-Noite do Sol. Tahuti erguido em Seu esplendor na proa, e Ra-Hoor permanece no leme. Saudações à Ti, da Morada do Dia! "
Meia Noite. Voltado para o norte dizemos: "Saudações a Ti que és Khephra em Teu refúgio, sempre a Ti que és Khephra  em Teu silêncio, que viajaste sobre os Céus em Teu barco ao Por do Sol. Tahuti erguido em Seu esplendor na proa, e Ra-Hoor permanece no leme. Saudações à Ti, da Morada do Tarde! "

Altar Solar

Outra forma de culto ao Deus inescapável é designação de um espaço onde repousará uma vela ou lâmpada sempre acessa iluminando a imagem do Sol-Phallus esculpida ou modada em ouro, prata, platina ou bronze por um artista habilidoso. Periodicamente presta-se culto mantendo vigília diante deste Senhor da Vida proferindo de todo seu coração hinos e invocações a Deus. Com isso a Imagem será consagrada por sua Vontade e será assim um repositório de força, um foco ou imã que atrairá essa força e lhe será uma ligação direta com esta terrível fonte de poder. Ele mantêm esta devoção em segredo e desfruta em silêncio de seus frutos.

Consagração Solar

O templário também realiza uma veneração interior que o torna ainda mais próximo do coração de Deus. Para isso, escolhe um "altar secreto" em seu próprio corpo, no cérebro, coração garganta ou plexo solar ou qualquer outro centro de força. Lá ele estabelece uma imagem mental do Phallus ou do Sol e fechando as portas de todos os sentidos adore e valorize essa imagem com incansável reverência.  Isso é feito de maneira periódica, como faria se tivesse um altar e de modo tão dedicado que sua Memória e Imaginação dancem ao seu redor como mulheres fazendo poledance. E então, tento o pensamento sido concentrado, ele volte sua mente para a contemplação daquela imagem e considere todos os demais pensamentos como intrusos e espiões.


Se você se dedicar ao Altar ou Consagração Solar, com coragem e empenho certamente verá Deus em toda sua Glória. Isso fará com que seja despertada uma consciência não segundo esta ou aquela religião, mas segundo a força por trás de todas elas. Não os dogmas dos sacerdotes, mas o contato direto desfrutado pelos fundadores das religiões.  Então as bençãos do Deus Verdadeiro, e o Favor e Fervor do Senhor ΙΘΦΑΛΛΟΣ estarão convosco, e mudarão seu cérebro, coração e você terá realmente um novo corpo. A Sabedoria, a Beleza e o Poder estrão dentro de você.
Texto retirado do site mortesubita.org

sábado, 6 de abril de 2013









O Credo de Afirmação


 Eu Creio:


Tornar-me as potencialidades pelas quais me esforcei... 
No Caminho funambulatório entre êxtases: 
Na aceitação de todas as coisas, e em todas as portas entrar ultrapassando-as:

    Dito eu mesmo a lei que sigo o bem e o mal eu afirmo: 

Na reabilidade de todas as coisas do ego, a apoteose do Conhecimento no êxtase: 
Nos Deuses e na Eterna Carne como toda Verdade:
 Este meu caminho é o único caminho para mim, no entanto me desvio:


 Isso…

 Que  me envolve deve vir diante como um potente elemental para me judar. 
E eu creio sem reservas na preservação dos meus conceitos como a mediação do Ego, a partir do qual todas as coisas finalmente vêm.

 Amém!



quarta-feira, 13 de março de 2013

___________________MABON________________________




                         
              Mabon, o equinócio de outono,  é a conclusão da colheita iniciada no Lughnasadh. Mais uma vez o dia e anoite têm a mesma duração, equilibrados enquanto 0 Deus seprepara para abandonar  Seu corpo físico e iniciar a grande aventurarumo ao desconhecido,  em direcção à renovação e ao renascimento pela Deusa.  

     A natureza retrocede, recolhe sua fartura, preparando-se para o inverno e seu período de repouso. 

    A Deusa curva-se diante do Sol que enfraquece,  apesar do fogo que queima dentro de Seu útero. Ela sente a presença do Deus mesmo enquanto Ele enfraquece. Os dois Equinócios são tempos de equilíbrio. Dia e noite estão equalizados, e a maré do ano flui regularmente. Mas enquanto o Equinócio da Primavera manifesta o equilíbrio de um atleta pronto para ação, o tema do Equinócio de Outono é o do descanso após o trabalho. Nas Estações da Deusa,  o Equinócio da Primavera representa Iniciação; o Equinócio de Outono,Repouso.



        A safra foi colhida, ambos grão e fruto, mesmo que o Sol – embora mais suave e menos intenso do que era – ainda está conosco. Com aptidão simbólica, ainda há uma semana a seguir antes de Michaelmas, o festival de Michael/Lucifer, Arcanjo do Fogo e da Luz, ao qual devemos começar à dizer au revoir ao seu esplendor.





      Doreen Valiente (Um ABC do Witchcraft, pág.166) ressalta que as aparências espectrais mais frequentes de certas assombrações recorrentes estão em Março e Setembro, “os meses dos Equinócios – períodos bem conhecidos para os ocultistas como sendo tempos de stress psíquico”. Isto pareceria contradizer a idéia de os Equinócios serem tempos de equilíbrio; embora o paradoxo seja apenas aparente. Tempos de equilíbrio, de atividade suspensa, são por sua natureza as ocasiões quando o véu entre o visível e o invisível é diáfano. Estas são também as estações quando os seres humanos ‘mudam a marcha’ para uma fase diferente, e portanto tempos de turbulência tanto psicológica quanto psíquica. Esta é toda a maior razão para nós reconhecermos e compreendermos o significado daquelas fases naturais, de forma que sua turbulência nos animem ao invés de nos angustiar.


      Se observarmos o Calendário da Árvore que Robert Graves mostrou para sustentar tanto do nosso simbolismo mágico e poético Ocidental, nós descobriremos que o Equinócio de Outono vem um pouquinho antes do fim do mês do Vinho e do começo do mês da Hera. Vinho e Hera são as únicas das árvores-mês que crescem espiraladas – e a espiral (especialmente a espiral dupla, enrolar e desenrolar) é um símbolo universal de reencarnação. E o pássaro do Equinócio de Outono é o Cisne, outro símbolo da imortalidade da alma – tal como é o ganso selvagem, cuja variedade doméstica é o tradicional prato de Michaelmas.



           No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. 

           Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. 
     
           Está é a segunda colheita do ano. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. 

          O deus está agonizando e logo morrerá. este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto. 

           Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.

             E também neste sabbat é tradicional fazer uma Cornucópia da Prosperidade...


terça-feira, 5 de março de 2013

HÉCATE







Hécate.

Hino Órfico à Hécate
“Hécate a Beleza, eu a invoco:
Vós, dos caminhos e encruzilhadas, do céu, da terra e também do mar.
Vós, vestida de açafrão, dentre as tumbas,
Dançando com as almas mortas e o ritual báquico.
Vós, filha de Perses, amante da desolação, se regozija em gamos e cães, na noite.
Vós, terrível Rainha! Devoradora de bestas!
Despertada, possuída por forma inacessível!
Vós, caçadora de búfalos, Imperatriz soberana universal:
Vós, guia que vagueia pela montanha, é noiva, é pajem,
eu rogo, Ó Donzela, sua presença nestes rituais sagrados.
Vós, que vindes com a graciosidade do touro e um eterno coração alegre".






    Filha dos Titãs estelares Astéria e Perseu, Hécate usa a tiara de estrelas que ilumina os escuros caminhos da noite, bem como a vastidão da escuridão interior. Neta de Nyx, deusa ancestral da noite, Hécate também é uma “Rainha da Noite” e tem o domínio do céu, da Terra e do mundo subterrâneo. “Senhora da magia” confere o conhecimento dos encantamentos, palavras de poder, poções, rituais e adivinhações àqueles que A cultuam, enquanto no aspecto de Antea, a “Guardiã dos sonhos e das visões”, tanto pode enviar visões proféticas, quanto alucinações e pesadelos se as brechas individuais permitirem.
  Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte.
  Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet. Possuidora de uma aura fosforescente que brilha na escuridão do mundo subterrâneo, Hécate Phosphoros é a guardiã do inconsciente e guia das almas na transição, enquanto as duas tochas de Hécate Propolos, apontadas para o céu e a terra, iluminam a busca da transformação espiritual e o renascimento, orientado por Soteira, a Salvadora.
  Como deusa lunar Hécate rege a face escura da Lua, Ártemis sendo associada com a lua nova e Selene com a lua cheia. No ciclo das estações e das fases da vida feminina Hécate forma uma tríade divina juntamente com: Kore/Perséfone/Proserpina/Hebe - que presidem a primavera, fertilidade e juventude -, Deméter/Ceres/Hera – regentes da maturidade, gestação, parto e colheita - e o Seu aspecto Chtonia, deusa anciã, detentora de sabedoria, padroeira do inverno, da velhice e das profundezas da terra. 
  


 


  Hécate Trivia e Trioditis, protetoras dos viajantes e guardiãs das encruzilhadas de três caminhos, recebiam dos Seus adeptos pedidos de proteção e oferendas chamadas “ceias de Hécate”. Propylaia era reverenciada como guardiã das casas, portas, famílias e bens pelas mulheres, que oravam na frente do altar antes de sair de casa pedindo Sua benção. As imagens antigas colocadas nas encruzilhadas ou na porta das casas representavam Hécate Triformis ou Tricephalus como pilar ou estátua com 3 cabeças e 6 braços que seguravam suas insígnias: tocha (ilumina o caminho), chave (abre os mistérios), corda (conduz as almas e reproduz o cordão umbilical do nascimento), foice (corta ilusões e medos).



 
   Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários.
  Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos. Estas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).
   No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade. As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.
   No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados femininos resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino. Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.
   A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação. Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Os esquisotéricos e a nova era.


       
Os esquisotéricos e a nova era



         Esquisotéricos, o que é isso? Olhe, é uma turminha barra pesada que senta lá no fundo. Falam muito, repetem sempre que têm uma oportunidade: “isso é quântico” e sabem tudo a respeito de tudo.  
Dominam os assuntos espirituais, anjos, demônios, espiritismo, bruxaria, tarô, Cabala, conhecimentos maçônicos,  cristais, consciência quântica e por aí vai. Alguns até já são mestres e profundos conhecedores da alma humana após lerem alguns livros do “Paulo Coelho” (nada contra o Paulo Coelho, muito pelo contrário,  ele sabe como ganhar dinheiro e isso é um dom!).
Mas não confundam os esquisotéricos com os místicos verdadeiros, que procuram respostas e sentido para suas vidas de uma forma sincera, seguindo um parâmetro espiritual sadio, com referências baseadas  em trabalhos sérios e com muita profundidade de consciência em tudo que fazem ou se esforçam para atingir. Conheci certa vez uma terapeuta esquisotérica, que previu que seu cliente iria casar “três vezes” porque antes de iniciar a consulta ao tarô, deixou cair três lâminas aos pés do cliente (uma coisa sem pé nem cabeça!!!). Mas as loucuras ou melhor as esquisitices não param por aí. Existem pessoas que dão cursos de desdobramento astral e nunca saíram do corpo.
Quando o assunto é reencarnação, aí o bicho pega: você já reparou que todo mundo foi em uma outra vida um grande personagem histórico? Plebeu, jamais! Alguns falam de chacras e energias possantes que brotam de suas mentes ou de seus corações e, no entanto, são incapazes de direcionar um milésimo dessa energia para o bem de alguém.
Os esquisotéricos não se aprofundam em nada, no entanto, são mestres em tudo! O pior é que tem muita gente que segue esses espertos com uma fé cega na esperança de que esse ser “iluminado”, “instrumento do altíssimo”, possa - quem sabe - mudar suas vidas em um passe de mágica! E os esquisotéricos que são especialistas em carma? Para esses tudo é carma, mesmo que o problema tenha sido originado nesta vida, em um trauma na infância, por exemplo, e que possa ser explicado através da psicologia ou da medicina.
Tem alguns que dizem que o carma é uma “espécie de vingança da natureza”. Já ouvi isso! E os textos que encontramos em blogs e sites especializados em mestres e parábolas? Todos dão lições de moral e denotam um profundo saber. Entre nós; não são um porre? Palavras soltas ao vento, na realidade. Impressionam, mas estão vazias de sentido prático. Um terror, na realidade! Cursos lotados, palestras, livros lançados e pessoas impressionadas. Lá estão os esquisotéricos mostrando  todo o seu “conhecimento”. Falam do amor verdadeiro com “profunda maestria” (mas alguns são separados e odeiam o(a) ex, ou dão seus pulinhos fora do casamento). Almas gêmeas? Eles dão preciosas dicas de como reconhecê-las e todos, sem exceções, não sabem se um dia encontrarão a sua, sejá lá o que for uma alma gêmea. Gnomos? Eles batem altos papos quase todo santo dia, afinal de contas, são muito íntimos dos elementos da natureza. Eles os atendemsempre e em todos os seus desejos. Falam de vida após a morte, mas alguns têm verdadeiro pavor de espíritos. Dá para entender esse povo? E o contra-senso  não pára por aí! Alguns citam o poder pessoal latente dentro de todo o indivíduo e que pode ser ativado a qualquer momento e adivinhem por quem e como?
Exatamente! Por eles, e uma nova técnica baseada em um conhecimento antigo que veio da Índia ou do Egito, e que eles “adaptaram” e desenvolveram para esse fim, é óbvio! No entanto, muitos deles, jamais iriam a um curso ou uma palestra de como desenvolve-los.
Os esquisotéricos e a nova era ver a paciência e a compreensão em busca do perdão porque é chato. Eu poderia enumerar muita coisa ainda, mas não vale a pena! Então fico me perguntando: onde vamos parar? É isso a Nova Era? A Era de Aquarius é uma Era de revelações. Mas precisamos prestar mais atenção nas revelações que andam aparecendo por aí. Será que tudo isso que está sendo oferecido se chama espiritualidade? Segundo as Antigas Escolas de Mistérios, a verdadeira espiritualidade está presente em nós mesmos! Espíritos elevadíssimos nasceram em nosso planeta com este propósito: ensinar o homem a reconhecer sua natureza divina. Buda, Jesus, São Francisco de Assis, Santo Agostinho, são bons exemplos a serem seguidos. Temos parâmetros, porque não os usamos? Ocultistas sérios contribuíram  com excelentes trabalhos à causa da espiritualidade: Helena Petrovna Blavatsky, Franz Hartmann,  Papus, Georg Ivanovitch Gurdjieff sem esquecer de Paracelso e de Aleister Crowley.
Mas, por que as pessoas se perdem tanto em sua caminhada espiritual e acabam encontrando somente esquisotéricos em seu caminho? Porque elas não passam um filtro nas informações recebidas e não seguem parâmetro algum para comparar as informações. Não sou dono da verdade, até porque não acredito em verdades. Cada indivíduo tem a sua. Mas acredito na busca honesta da espiritualidade. Acredito na falta de ego dos Grandes Mestres e por isso eram grandes! E este é o maior problema da Nova Era: Egos inflados! Basta ter ego, para não ser um mestre. E os antigos mestres, como Jesus, davam aos seus discípulos a linha e o anzol e ensinavam a pescar!
Eles não mostravam o caminho, eles se tornavam o caminho.
Há um ditado Zen que diz: “Se você encontrar Buda no caminho, mate-o”. Parece um disparate? Não, na realidade não é. Se um discípulo amar tanto Buda e seus ensinamentos e adorá-lo acima de todas as coisas, essa adoração se tornará com certeza, a mais difícil de todas as barreiras já encontradas no caminho da sua espiritualidade e esse discípulo não poderá se unir a Deus na totalidade, porque embora 99,9% do seu ego tenha se dissolvido e superado os véus da ilusão, este 0,01% restante que representa seu amor por Buda e seus ensinamentos além da gratidão pelo conforto recebido nos momentos de desespero, ainda representam o ego em sua totalidade e isso o impossibilita de se unir a Deus. Então, o que significa a frase? O significado é até muito simples de se entender: “Mate seu apego a professores e coisas externas, não se fixe em nada, não crie raízes em nada e o ego desaparecerá!” Mais resumido? Não seja dependente. Aprenda algo hoje, absorva e abandone logo em seguida. É por aí que a consciência se amplia. “Paga-se mal a um mestre, quando se continua sempre a ser o aluno” (Friedrich Nietzsche, Ecce Homo, Prólogo, parágrafo4)
Busque informações, faça cursos, leia bons livros, mas seja acima de tudo, criterioso com o caminho que você irá escolher. Não procure muletas para se apoiar, não eleja ninguém um supertudo, você não precisa. Seja consciente para não se arrepender mais tarde devido ao tempo desperdiçado com coisas inúteis e egos inflados...
Rodrigo Machado
Retirado da Revista Digital “Alumiar”.

sábado, 30 de junho de 2012

A DEUSA







Entre os Mundos



Os encargos da Deusa 1,



Ouça as palavras da grande mãe, que, em tempos idos, era chamada de
Ártemis, Dione, Melusina, Afrodite, Ceridwen, Diana, Arionrhod, Brígida
e por muitos outros nomes:

“ Quando necessitar de alguma coisa, uma vez no mês, e é melhor que seja
 quando a lua estiver cheira, deverá reunir-se em algum local secreto e
adorar o meu espírito que é a rainha de todos os sábios. Você estará
livre da escravidão e, como um sinal de sua liberdade, apresentar-se-á nu
em seus ritos. Cante, festeje, dance, faça música e amor, todos em minha
presença, pois meu é o êxtase do espírito e minha também é a alegria sobre
a terra. Pois minha lei é a do amor para todos os seres. Meu é o segredo que
abre a porta da juventude e minha é a taça do vinho da vida, que é o
caldeirão de Ceridwen, que é o gral sagrado da imortalidade.
Eu concedo a sabedoria do espírito eterno e, além da morte, dou a paz e a
 liberdade e o reencontro com aqueles que se foram antes. Nem tampouco
exijo algum tipo de sacrifício, pois saiba, eu sou a mãe de todas as coisas e
 meu amor é derramado sobre a terra.”

Atente para as palavras da deusa estelar, o pó de cujos pés abrigam-se o sol,
 a lua, as estrelas, os anjos, e cujo corpo envolve o universo:

“ Eu que sou a beleza da terra verde e da lua branca entre as estrelas e
os mistérios da água, invoco seu espírito para que desperte e venha até a mim.
 Pois eu sou o espírito da natureza que dá vida ao universo.
De mim todas as coisas vêm e para mim todas devem retornar.
 Que a adoração a mim esteja no coração que rejubila, pois, saiba, todos
os atos de amor e prazer são meus rituais.
Que haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade,
júbilo e reverência, dentro de você.
 E você que busca conhecer-me, saiba que a sua procura e ânsia serão
 em vão, a menos que você conheça o mistério: pois se aquilo que busca,
 não se encontrar dentro de você, nunca o achará fora de si.
Saiba, pois, eu estou com você desde o início dos tempos,
e eu sou aquela que é alcançada ao fim do desejo.”



O simbolismo da Deusa tem assumido um poder eletrizante para as
mulheres. A redescoberta de uma antiga civilização femeocentrada
 trouxe
 profundo sentido de orgulho na capacidade de a mulher criar e sustentar
 uma cultura. Ela expôs as falsidades da história patriarcal e propiciou
modelos
 de força e autoridade femininas. Novamente, no mundo atual,
reconhecemos
a Deusa, antiga e primitiva: a primeira das deidades; padroeira da Idade
 da Pedra e suas caçadas e dos primeiros semeadores; sob cuja orientação
os rebanhos foram domesticados, as ervas curativas logo descobertas;
a partir de cuja imagem as primeiras obras de arte foram criadas; para
quem as pedras foram levantadas; que era a inspiração para canções
e poesia.
 Ela é a ponte, pela qual podemos cruzar os abismos dentro de nós
 mesmos, que foram criados pelo condicionamento social,
e nos colocar em contato, novamente, com os nossos potenciais perdidos.
 Ela é o navio, no qual navegamos nas águas do self profundo, explorando os mares
 desconhecidos dentro de nós. Ela é a porta, através da qual
passamos para o futuro.
 Ela é o caldeirão, no qual, os que fomos puxados de um lado para outro,
 podemos cozinhar em fogo brando, até que sejamos novamente um todo.
Ela é a passagem vaginal, através da qual renascemos.

Uma análise comparativa geral, histórica e/ou cultural, da deusa e de
seus símbolos exigiria, por si só, vários volumes e eu não farei tal
tentativa no espaço limitado, tendo em vista, especialmente,
que muito material de boa qualidade já é disponível.

As pessoas, com freqüência, perguntam-me se eu acredito na
 Deusa. Eu respondo: “Você acredita em pedras?” É extremamente
difícil, para a maioria dos ocidentais, captar o conceito de uma
deidade manifesta. A frase “acreditar em” implica que não
podemos conhecer a Deusa, que ela é, de alguma maneira,
inalcançável, incompreensível. Mas, nós não acreditamos em
 pedras, podemos vê-las, tocá-las, cavá-las de nosso jardim ou
impedir que crianças atirem-nas umas nas outras. Nós as conhecemos;
ligamo-nos a elas! Na Arte, não acreditamos na Deusa:
ligamo-nos a Ela, através da lua, das estrelas, do mar, da terra,
 das árvores,  animais e outros seres humanos, através de nós mesmos.
Ela está aqui. Ela está dentro de todos nós. Ela é o círculo pleno:
 terra, ar, fogo, água  e essência; corpo mente espírito,
emoções, transformações.

A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e dá
 toda a vida. Ela é o poder da fertilidade e geração; o útero e também a
sepultura que recebe, o poder da morte. Tudo vem dela, tudo retorna para ela.
Sendo terra, também é a vida vegetal; as árvores, as ervas e os grãos que s
ustentam a vida. Ela é o corpo e o corpo é sagrado. Útero, seios, barriga, boca, vagina, pênis, osso e sangue; nenhuma parte  do corpo é impura, nenhum
aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado. Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo.
Se estivermos comendo, dormindo, fazendo amor ou eliminando excessos
do corpo, estamos manifestando a deusa.

A Deusa da Terra é também o ar e o céu, a celestial Rainha do Céu,
A Deusa Estelar, regente de todas as coisas sensíveis mas invisíveis:
 do conhecimento, da mente e da intuição. Ela é a musa, que desperta
todas as criações do espírito humano. Ela é a amante cósmica,
a estrela da manhã e do entardecer, Vênus que surge nos momentos
 de amor. Bela e irradiante, ela jamais pode ser dominada ou
penetrada; a mente é conduzida cada
 vez mais adiante na ânsia de conhecer o desconhecido, de falar
 o inexprimível. Ela é a inspiração que vem no momento da introspecção.

A Deusa Celestial é vista como a lua, que está associada aos ciclos mensais de sangramento e fertilidade das mulheres. A mulher é a lua terrena; a lua é o ovo
celestial, vagando no útero do céu, cujo sangue menstrual é a chuva que fertiliza e
o orvalho que refresca; aquela que governa as marés dos oceanos, o primeiro
ventre da vida na terra. Portanto, a lua é também a Senhora das Águas: das ondas
 do mar, correntes, nascentes, dos rios que são as artérias da Mãe Terra; dos lagos,
poços profundos e lagoas escondidas, dos sentimentos e emoções, que nos tomam
como ondas do mar.


A Deusa da Lua possui três aspectos: crescente é a donzela; cheia, é a Mãe;
minguante, é a anciã. Parte do treinamento de cada iniciado implica períodos de meditação sobre a Deusa em seus vários aspectos.


1,  O Papel da Deusa foi escrito por Doreen Valiente. Ele aparece sob diversas formas; nesta versão, fiz alterações ligeiras na linguagem. Ele é muitissimo apreciado pelos bruxos por expressar perfeitamente nosso conceito da Deusa.